13 de Jul de 2009

.73
Algumas fotos do que era o espectáculo. Terminámos a curta carreira no Domingo, dia 12. Foi tudo muito rápido. Mas divertimo-nos imenso e formou-se um grupo muito amistoso. Saudades? Claro que sim.


De que fugia a Sofia? Que boxers eram aqueles na parede? E quem a perseguia com aquela luz?

Andar a correr pela cidade escura ao som de Handel tem outra pinta. A Anabela que o diga.



Um tiro transformou a Maria João num fantasma.

Don´t cry out loud. As actrizes viravam divas em concerto. Playbacks trabalhosos. Muito.


A Anabela chamava-se Skinny. Sempre foi magro e pequeno. Sim, magro e pequeno. Não perguntem. Fossem ver.

O tal fantasma a esvoaçar cetins por quartos de hotel.


O Skinny actua para nós. (b) fachada fazia a voz. Estranho e poético este momento, e um dos meus preferidos do espectáculo.







Quem eram estas duas senhoras? Se de facto o eram mesmo. Era sempre um problema decidir quem usava a farda... You know how to whistle don´t you?


Querem saber tudo sobre armas? A Anabela dava conta do recado.

Os solos finais. Elas não eram elas. Eram a figurinista, o director de fotografia, o soldado apaixonado, a rapariga das fardas, o velho gay, a empregada do hotel, as cantoras e as actrizes Anabela Brígida, Maria João Falcão e Sofia Correia.



(As fotos são da Catarina Falcão)

9 de Jul de 2009

.72
O dia seguinte à estreia.


.72
Com os nervos à flor da pele e uma sala cheia lá estreámos ontem. Que tensão assistir ao espectáculo lá de cima, perto da régie! Que orgulho em ver aquelas três actrizes tão diferentes a representar como gente crescida, num espectáculo que lhes pede uma entrega diferente do normal por ter muitos tons e ritmos - e mudanças de cena - obrigado, Carlos!
As reacções foram muito boas e muito construtivas. Tivemos direito a espumante no Salão Nobre entre equipa D. Maria II, família, amigos e muitos anónimos.

A foto em cima foi tirada minutos antes de começarmos. Eu e as minhas meninas fatais.
.71
Film Noir no telejornal da RTP.

7 de Jul de 2009

.70
Está tudo pronto? Ensaios corridos com pequenos acertos e notas. Ensaio geral com público. Mudanças de cenário. Tudo no sítio. Elas nervosas. Eu nervoso. Mas todos muito contentes com o resultado. Está tudo pronto? Está.

5 de Jul de 2009

.69

Em exclusivo, uma espreitadela a uma das cenas do espectáculo já com tudo no sítio. Na foto, a Anabela Brígida fala-nos de armas. A movie is a girl and a gun.
.68
Os últimos dias têm sido muito cansativos. Afinar luzes e som com a encenação e marcações é um trabalho demorado e que requer muita paciência. As actrizes têm sido impecáveis, esquecendo a representação por alguns momentos, e servindo de calmos modelos. Já andamos a fazer ensaios corridinhos, cada vez com mais definição.

A foto meio tonta sou eu com a Joana Ísfer a rir das minhas poses para a câmara, prestes a começar mais um ensaio.

3 de Jul de 2009

.67
Film Noir hoje nas bancas. No Ípsilon, a meias com o Jorge Silva Melo. E na Obscena, à volta dessa coisa estranhíssima chamada noir.




2 de Jul de 2009

.66
Hoje à tarde ensaiei com as actrizes e com o cenário meio feito. De repente, elas perceberam que quando lhes dizia, nos ensaios anteriores, que estavam em cima das portas e a irem contra paredes, isso não era mentira. Juntam-se as afinações do desenho de luz que o Rui e o Pedro estão a fazer e o espectáculo vai parecendo cada vez mais noir. Tudo a ganhar forma, portanto. E sempre bem dispostos. Até tive de fazer a vez da Anabela Brígida aqui e ali, que hoje não pode estar presente.




Da esquerda para a direita: o Rui Poças, a Maria Folque, o Pedro Emauz e eu a assistir ao ensaio corridinho.
.65
Na quarta à noite, passámos de cenário marcado no chão, para cenário em todas as suas reais dimensões. O João Paulo Araújo está com a construção daquilo que eu concebi para o cenário e ele e a sua equipa lá andaram a levantar do chão aquele estranho espaço que se transforma em quarto de hotel, escritório, beco escuro, cabaret, estúdio e muito mais. Nos próximos dias pinta-se o dito e refinam-se adereços e acabamentos.







.64
O Teatro Nacional pôs-nos na rua. :) Isto é, os cartazes já estão à porta.


1 de Jul de 2009

.63
Na segunda-feira, o Jorge Silva Melo falou-me deste filme. Série Noire. Desconhecia e quero muito ver.

Pelo menos, a cena de abertura promete.
.62
De manhã, actrizes no palco da Sala Estúdio. O cenário está a estas horas a ser montado. Já lá vou espreitar.

30 de Jun de 2009

.61
Amanhã passamos da sala de ensaios para o palco da Sala Estúdio onde nos apresentamos a partir de dia 8 de Julho. Hoje montou-se luzes, fizeram-se compras de cenário e bateram-se cenas. Está quase. Aproxima-se o fim desta caminhada e estes tempos são sempre um misto de angústia, pressa e alegria.

29 de Jun de 2009

.60
Daqui a umas horas o espectáculo ganha mais um nível. Vai fazer-se a montagem de luz e do cenário na sala onde vamos apresentar o espectáculo. Ao mesmo tempo estou com as actrizes a afinar pormenores. Bom, bom, bom era eu conseguir estar em mais do que um lugar ao mesmo tempo. A ver como corre.

28 de Jun de 2009

.59
E no fim do ensaio de hoje fizemos umas fotos promocionais... Três actrizes. Três mulheres noir com passados muito diferentes. Três objectos de desejo. De que é que fogem? Qual foi o seu crime? E depois? O que é que acontece depois?
.58
Os figurinos chegaram. Domingo de chuva mas não demos por nada. A alegria e curiosidade estiveram ao rubro. Fizemos dois ensaios seguidos já com quase tudo vestido, calçado e maquilhado. Ainda precisa de toques. Muitos. Texto, marcações, coisas pequenas. E jóias. Igualemnte importante.
Engraçado o quanto um figurino bem composto ajuda a rematar pequenas lacunas na construção das personagens. Mesmo que, como aqui, elas sejam uma coisa mais abstracta e iconográfica, foi suficiente para notar que as actrizes criaram logo um gesto, um jeito, um andar. Tudo ajuda.


27 de Jun de 2009

.57
Estamos numa daquelas fases mais trabalhosas. Já fazemos o espectáculo corrido - sem figurinos (amanhã!), com cenário marcado no chão. Há música, texto e sapatos para treinar o andar. É correr tudo e ir afinando pausas, entradas, gestos, palavras. Paciência, muita. Mas ao mesmo tempo é das melhores alturas. Aquela em que se confronta o que tínhamos inicialmente em mente com o resultado final. Quer se queira, quer não, será mais ao menos assim que ficará em cena. Um pouco melhor, claro. Mas muito perto do que estamos a fazer.




25 de Jun de 2009

.56
Hoje tivemos song and dance, cat fighting, atropelamentos, freaking out in taxis, costureiras muito pacientes. (not the best pics, sorry...)





É uma das coisas que nos tem interessado explorar: a ambiguidade do noir, a dificuldade em fechá-lo em meia dúzia de ideias. Fomos às pontas soltas e andamos por lá a brincar. Muito depressa o noir passava de detectives e vamps para histórias fantásticas, de terror e, também, musicais. Não nos esquecemos disso.
Se querem saber o que é que elas estão a cantar - são só dois breves momentos no espectáculo - têm mesmo de nos vir espreitar.

24 de Jun de 2009

.55
Ensaio intenso hoje. Cenas complicadas com muita marcação. E a ajuda dos desenhadores de luz em acertos, sugestões e melhoramentos - de forma à coisa ficar mais perto do visual do cinema noir. Ensaiámos o nosso momento musical, que também o há. A passo e passo...






.54
Noite até às tantas e manhã cedinho já a pé de roda da sequência de abertura do espectáculo. Estamos a tratá-la como um verdadeiro filme. Até fiz um riscadíssimo storyboard para trabalhar com os meninos da luz...


22 de Jun de 2009

.53
De repente um susto. Para pagar as contas e ter espaço para os sacos, uma pasta com tudo o que interessa por escrito, desenhos e facturas, mais uma caixa de sapatos, ficam esquecidos num supermercado. Vinte minutos depois o pânico. O regresso ao local. Estava tudo lá. Uff, já passou.

21 de Jun de 2009

.52


É domingo mas trabalha-se. Manhã em provas com as actrizes. A nossa costureira é a Lourdes Vaz. Diz que eu faço uns desenhos de vestidos bonitos. Obrigado. Eu acho que ela é prática e muito querida com toda a gente.. Enquanto tratava de nós, cumprimentava alegremente a gente que passava pelo páteo lisboeta onde tem o atelier.

20 de Jun de 2009

.51
Resumo do dia de hoje:
Eliminámos a cena de abertura original. Temos uma solução melhor.

A actriz Anabela Brígida ensaiou totalmente maquilhada e penteada. E armada, já agora.


A actriz Sofia Correia também teve direito a um cabelo à la Veronica Lake, vindo das mãos da Joana Ísfer.

.50
A importância da maquete do cenário. Marcámos o cenário no chão. As actrizes já sabem que se pisarem aquela linha é muito provável que depois andem a bater contra as paredes. A maquete ajuda. Entras por aqui... Aqui tem a porta, não dá... Então e este espaço? Estou visível?
De manhã, os dois desenhadores de luz, vindos do cinema como directores de fotografia (Rui Poças e Pedro Emauz), tiveram em brainstorm local.

17 de Jun de 2009

.49

Sala de ensaios fresca. Apanhei a Sofia Correia num momento de leitura, onde descobrimos que a cena pode ganhar mais se a fizermos de outra forma. E ganha. Muito.
.48
Inspiração - revistas de cinema anos 40.


16 de Jun de 2009

.47
Primeiro dia à séria. Actrizes com textos meio lidos. Risota com fartura. Propostas. Vários caminhos. Por aqui, talvez. Personagens com sotaque. Homens com voz grossa. Mulheres demasiado sloppy. Erros de português. Houve e haverá de tudo.



(Na imagem, a actriz Maria João Falcão)
.46
Marcação do cenário na sala de ensaios.




15 de Jun de 2009

.45
Ensaios. Textos. Actrizes. Produtores. Compras. Orçamentos. Provas de guarda-roupa. Cenário pronto a montar. Rock and roll!
.44
Random good noir.


.43
O que seria do filme noir sem o grande director de fotografia John Alton?

Alton always strove to reinforce the depth of the images by arranging actors in several planes in front of the camera. Whereas many directors of cinematography would simply arrange for two actors to be equal distance from the camera, Alton loved to give us one actor up close, preferrably turned sideways to the camera, while another actor stood in the background.




3 de Jun de 2009

.42
Com a estreia a dia 9 de Junho do Experiência Variações ando a mil. Mas nem por isso o trabalho para o Film Noir, que estreia a 8 de Julho, está parado. Muito pelo contrário. Na minha parede mental onde organizo as ideias dos espectáculos a movimentação é imensa. Hoje tirei as imagens de filmes referências e notas soltas. De seguida prendi duas folhas brancas. É tempo de limpar ideias.




.41
A Veronica Lake é uma das minhas actrizes noir preferidas. Além de ser muito bonitinha e ter aquele cabelo sempre no sítio, a actriz também cantava muito nos filmes em que entrava.



2 de Jun de 2009

.40
Mais boxers noir.



John Payne, John Garfield e El Toro com Bogie.

1 de Jun de 2009

.39
Um noir curioso, Cat People, de Jacques Tourneur, onde uma mulher se transforma em pantera. O noir entra nos filmes de horror - a tal coisa da dificuldade em definir o género.

Em cima, a actriz Simone Simon com a fotografia de Nicholas Musuraca, que tornou o filme obscuramente sexy e sem uso de efeitos especiais. Pelo menos como hoje os conhecemos.
Em baixo, a belíssima cena na piscina. Na lista das mulheres noir, Irena Dubrovna está lá no meio das minhas preferidas quando diz: I like the dark. It's friendly.

Do mesmo realizador, francês de origem, mas com vida nos EUA, também há o Out of the Past, muito mais macho
e rough.

.38
Um filme noir francês.

Du rififi chez les hommes, onde a Felliniesca Magali Noël arrasa.

31 de Mai de 2009

.37
Divas noir ao telefone. Barbara Stanwyck em Sorry Wrong Number liga a Janet Leigh no Touch of Evil.

.36
The Set-up, de Robert Wise. Boxers nos filmes noir. Os homens mostram a sua força.


The film opens and ends with zoom shots of a street clock: starting at 9.05pm and ending at 10.17pm - yes - the actual length of the picture…

The fight begins. Stoker dodges and weaves.






The boxing scenes contain undeniable authenticity: Robert Ryan held a national collegiate boxing title for four years, and the actor playing Tiger Nelson, Robert Baylor, held the California heavyweight boxing championship.

.35
Um remake noir: The Postman Always Rings Twice (1946-1981)

28 de Mai de 2009

.34
Por aqui desenham-se figurinos e cenário para orçamentar. Perguntava-me um actor conhecido há uns dias se já tínhamos começado os ensaios. Já. Toda a parte visual está a avançar. Isso vale como ensaios e no caso deste espectáculo onde a parte plástica é importantíssima estamos já muito adiantados. As actrizes? Estão bem, obrigado. Vão ouvir falar delas muito em breve.





Esboço do Cenário e Figurinos de Film Noir, de André Murraças

25 de Mai de 2009

.33
Finalmente, a nossa imagem promocional, da autoria do Paulo Segadães.

Está ou não está uma verdadeira diva noir? Quando a Sofia Correia se juntar à Maria João Falcão e à Anabela Brígida, senhores, cuidado. Muito cuidado.

24 de Mai de 2009

.32
Acabo a noite a ver isto...

Vince Stone: Hey, that's nice perfume.
Debby Marsh: Something new. It attracts mosquitoes and repels men.

23 de Mai de 2009

.31
Algumas personagens femininas noir com más ideias na cabeça.



.30
Algumas senhoras do noir.




21 de Mai de 2009

.29
Imagem promocional - segunda parte.
Ontem à noite estivemos no cinema São Jorge a fazer a imagem promocional do espectáculo. Uma das actrizes - a Sofia Correia - encarnou uma figura misteriosa, armada e desesperada. Muitas horas de trabalho com uma equipa profissionalíssima e liderada pelo fotógrafo Paulo Segadães - que tão simpaticamente colaborou connosco. (Obrigado!) Por aqui algumas fotos do making of. O resultado final e bem mais bonito daqui a uns dias.




.28
Imagem promocional - primeira parte.









19 de Mai de 2009

.27

Esta é a parte mais interessante da criação de um espectáculo.
Essa "criação" é ser invadido por tudo e mais alguma coisa. Sobretudo conseguir ter os pés no chão para decidir, equilibrar e manter o que interessa. Mas são sempre os melhores tempos.
Nestes últimos dias tenho recolhido tudo o que andava pelo ar da minha cabeça e aquilo que estava perdido em cadernos cheios de notas "para quando isto for para a frente". Estou já a definir uma estrutura do espectáculo, para onde, antes de entrar a colaboração das actrizes e a parte plástica avançar, é preciso ter um guião. Sim, o nosso espectáculo de teatro terá um guião de cinema. É por ele que nos vamos... guiar.
.26
O filme Um Beijo ao Morrer tem mesmo uma série de ecos do noir. Como por exemplo esta cena em que a irmã da falecida espera o suposto assassíno. A paisagem urbana, o nightclub, o passeio molhado, as sombras nocturnas, o som dos passos e a expressão dela no beco. A montagem muito tensa de tudo isso.













.25
Um Beijo ao Morrer(1955) é um bom exemplo de um noir mais avançado. E tem o homem desesperado e a mulher como ser inconformado. Gosto especialmente da cena em que o Robert Wagner mata a namoradinha grávida.



18 de Mai de 2009

.24
O noir segundo David Lynch: Blue Velvet, Lost Highway e Mulholland Drive - este com uma noção interessante de protagonista feminina.



.23
Lauren Bacall ensina Humphrey Bogart a assobiar com classe, no filme To Have And Have Not.
.22
Mesa de trabalho - notas, livros, papéis, dvds, portátil.


17 de Mai de 2009

.21
Hard Boiled Quotes #1

"I was wearing my powder-blue suit... I was neat, clean, shaved and sober, and I didn't care who knew it. I was everything the well-dressed private detective ought to be. I was calling on four million dollars."
- Raymond Chandler, The Big Sleep

"You were dead, you were sleeping the big sleep, you were not bothered by things like that, oil and water were the same as wind and air to you. You just slept the big sleep, not caring about the nastiness of how you died or where you fell. Me, I was part of the nastiness now. Far more a part of it than Rusty Regan was."
- Raymond Chandler, The Big Sleep

"...Dollar for dollar, there's bigger face coverage on accident than any other kind. No physical examination for accident. On that, all they want is the money, and there's many a man walking around today that's worth more to his loved ones dead than alive, only he don't know it yet."
- Double Indemnity, by James M. Cain.

"Slim: Give her my love.
Steve: I'd give her my own if she had that on! "
- To Have and Have Not, Howard Hawks
.20
Film Noir - o espectáculo - arrancou para mini-residência artísitica.

16 de Mai de 2009

.19
As divas do noir usavam perucas?


14 de Mai de 2009

.18
Muito provavelmente na banda sonora do espectáculo.

12 de Mai de 2009

.17
Noite de ontem passada a rever A Dama de Xangai. O noir segundo Orson Wells e uma maravilhosa Rita loura.

.16
O film noir segundo Steve Soderbergh - The Good German.



11 de Mai de 2009

.15

Primeiro encontro com as actrizes, hair and make-up designer e produção. Todos juntos com um chá frio marroquino. Horários, fotografias, ideias e conversa que não acaba.

10 de Mai de 2009

.14
As minhas três actrizes noir. Anabela Brígida, Maria João Falcão e Sofia Correia.

7 de Mai de 2009

.13

Segunda à tarde na Cinemateca, a ver o The Big Sleep. Encontro uma das actrizes do espectáculo. Não lhes disse nada porque ainda estou a fazer eu o meu trabalho de casa. As mulheres nestes filmes eram um bocado #$%"!, comenta a minha futura diva. E com razão.

3 de Mai de 2009

.12
Cigarros, chapéus, animais mortos,caracóis e blusas drapeadas.



.11
Algumas sombras e luz de filmes noir.







.10
Film Noir: An Introduction
Dark rooms with light slicing through venetian blinds, alleys cluttered with garbage, abandoned warehouses where dust hangs in the air, rain-slickened streets with water still running in the gutters, dark detective offices overlooking busy streets: this is the stuff of film noir--that most magnificent of film forms--a perfect blend of form and content, where the desperation and hopelessness of the situations is reflected in the visual style, which drenches the world in shadows and only occasional bursts of sunlight. Film noir, occasionally acerbic, usually cynical, and often enthralling, gave us characters trying to elude some mysterious past that continues to haunt them, hunting them down with a fatalism that taunts and teases before delivering the final, definitive blow.

2 de Mai de 2009

.09
Um film noir.
Laura, 1944, Otto Preminger




1 de Mai de 2009

.08

O film noir segundo Ken Russell em Crimes of Passion, com uma Kathleen Turner e um Anthony Perkins irreconhecíveis.

Bobby Grady: Sorry, I'm not too good at this. It's my first time.
China: Are you that desperate or that horny?
Bobby Grady: Uh... no. Married.
China: Oh, *that* desperate and *that* horny!

30 de Abr de 2009

.07
A Veronica Lake é das minhas actrizes preferidas do noir. Aparecerá no espectáculo, claro! Em baixo, a Kim enquanto a acompanhante que fazia de actriz que fazia de Veronica, no L.A. Confidential.

You're different Officer White. You're the first man in five years who didn't tell me I look like Veronica Lake inside of a minute.

You look better than Veronica Lake.

28 de Abr de 2009

.06
O Film Noir segundo Martin Scorsese com Cape Fear.
.05

O espectáculo Film Noir vai ter muitas mulheres e muitas armas. Quanto a homens...
.04

Assombroso é pouco para definir esta primeira aparição da Rita no Gilda.

27 de Abr de 2009

.03
Film Noir divas galore



26 de Abr de 2009

.02
Sinopse:
Film Noir será um espectáculo de teatro construído a partir de um género específico de cinema: o film noir. Este tipo de cinema norte-americano esteve em voga nos anos pós-guerra e as suas características são definidas de forma pouco fechada. É exactamente por se tratar de um género muitas vezes chamado de “género que nunca foi”, que se torna num objecto curioso para ser tratado em palco. Para o teatro será então trazido esse aspecto dúbio e indeterminado.

O cinema vai ao teatro.

Serão tidos como base de trabalho a importância fotográfica, a predominância de personagens masculinas (geralmente um homem só, polícia, detective ou jornalista) e o poder das personagens femininas (as inconfundíveis femmes fatales), o confronto bem/mal, as narrações em off, os diálogos inteligentes, os estilosos vestidos e chapéus, o fumar, os flashbacks, os temas (crime, adultério, roubos), e tudo o que contribui para a tentativa de explicação de um estilo. Esse material será tratado como material teatral, alvo de experimentação fora do cinema e testada num palco. O resultado será o choque da adaptação e o uso da prevalência plástica, usada neste projecto como meio predominante de comunicação em detrimento das palavras. Uma história nova nascerá em palco e será contada por imagens cinematográficas em cena, com textos intrigantes. Em palco o que iremos fazer consiste em criar três personagens baseadas em diversas mulheres dos filmes referidos. Algo abstracto que integre a sua complexidade.

Num cenário escuro como a fotografia dos filmes e iluminado de sombras e nevoeiros, iremos assistir a uma série de quadros que imitam vagamente cenas de filmes e os tiques das personagens. Lentamente cairemos cada vez mais fundo na psicologia destas três mulheres, descobrindo o lado negro das suas vidas. A opção por um all-female-cast reforçará uma direcção mais subversiva ao expor as mulheres como figuras de poder aos quais os homens não conseguem resistir.

Quem são estas mulheres? De quem são estas vozes no escuro? Que segredos escondem?

(Como referência usaremos os filmes Laura, Chinatown, The Big Heat, Double Indemnity, Gilda, Sunset Boulevard. )

Objectivos artísticos:

No percurso de André Murraças, Film Noir surge como um aprofundamento de uma estética onde o lado visual é mais cuidado e tratado como uma linha de comunicação. Em espectáculos anteriores como As Peças Amorosas ou As Palavras São o Meu Negócio, o lado plástico foi sempre mais explorado, inclusive como forma dramatúrgica. Neste actual projecto isso surge como forma natural de progressão e como desejo de cultivar um universo igualmente recorrente: o cinema.

Mas também é um espectáculo que lhe dará a oportunidade de criar textos inéditos para três vozes femininas e ao estilo cinematográfico.

Neste momento, interessa ao criador envolver-se num projecto que reforce todas estas suas polivalências. Neste Film Noir será possível trabalhar num texto original, numa cenografia sua – afinal, a sua base de formação, e dirigir três ilustres actrizes num projecto diferente dos seus normais labores. Por fim, será a continuação de um trabalho com a associação Metamorfose, com quem mantém uma relação fiel desde o início dos percursos artísticos de ambos.

Ficha Artística:

Encenação, texto, cenografia e figurinos: André Murraças

Elenco: Anabela Brígida, Maria João Falcão e Sofia Correia

Produção: Joaquim René e Mafalda Santos para a Metamorfose Total

.01
Soube há dias que este espectáculo vai apra a frente. Foi seleccionado para o ciclo Emergentes do Teatro D. Maria II. Em Julho estaremos em cena, na Sala Estúdio. O blog arranca hoje.